De acordo com balanço da Federação Nacional dos Comerciantes (Fenalco) sobre os eventos que mais marcaram os rumos dos negócios do país em 2020, principalmente os relacionados ao comércio e setores afins, o principal resultado foi a volta ao bairro .

Segundo o sindicato, a atenção às compras estava voltada para o chamado canal tradicional e as lojas de bairro eram a joia da coroa, já que mais de 45 % de colombianos adquiriam os produtos básicos da cesta familiar nesses negócios.

Por sua vez, os hard discounters ou lojas de descontos tornaram mais visíveis as oportunidades, uma vez que se estimou que deveria haver uma loja deste tipo a menos de 15 minutos de uma zona residencial.

Em uma discussão sindical sobre as perspectivas econômicas, foi indicado que as tendências favoráveis para as lojas de bairro e de desconto oferecem melhores oportunidades para que as pequenas e médias empresas (PMEs) se tornem provedoras desse tipo de negócio.

Por outro lado, foi apontado que as chamadas lojas de departamentos incorporaram novas categorias e aumentaram as vendas de algumas que ficaram relegadas, como artigos de cozinha. Além disso, a pandemia causou uma queda nos guarda-roupas e as vendas de roupas casuais e pijamas aumentaram consideravelmente, disse a Fenalco, mas sem especificar a magnitude do aumento.

No ano anterior, o dinheiro era o meio de pagamento mais relevante e adicionalmente houve um reequipamento do lar, pois aumentou a compra de artigos para fazer face às necessidades que surgem no interior das casas e a venda de produtos pet disparou, segundo as observações do sindicato.

Novembro foi o mês mais positivo para a economia em 2020, deixando para trás o período de festas que historicamente gerou grande expectativa e motivação para os consumidores. “O setor imobiliário, o setor financeiro e as atividades primárias, como a agricultura, ajudaram a que o choque fosse menos severo e não sofreram efeitos tão drásticos quanto os de outras atividades”, indicou.

Entre as projeções para 2021, a Fenalco espera um crescimento econômico entre 4,5 % e 5,5 %, e alerta que haverá uma maratona legislativa, uma vez que estão estimados 24 projetos de lei do Governo para junho de 2021, entre os quais está a regulamentação do trabalho no casa, reforma da saúde, política de imigração abrangente, a chamada Lei de Fronteiras, o tratado da Aliança do Pacífico, a Lei de Bandeira e prisão perpétua.

Da mesma forma, uma nova reforma tributária que em média é aprovada a cada 1,5 ano e a última foi a Lei 2010 de 2019.

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