Como criar um inventário completo de ativos digitais em 5 passos práticos
A falta de visibilidade dos ativos digitais críticos e do Shadow IT é um problema empresarial fundamental para qualquer organização. Em um mundo no qual o ecossistema digital se torna cada vez mais complexo, a complexidade não gerenciada introduz… riscos sistêmicos.
Para combater o ‘Dilema do Defensor’ (o dilema do defensor), no qual os atacantes só precisam atacar uma vez e os defensores devem acertar sempre, é essencial começar pelo básico: saber o que precisa ser protegido. A criação e a manutenção de um inventário de ativos digitais fazem parte do pilar ‘Identificar’ da estrutura NIST (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia).
Aqui estão 5 passos práticos para ajudar você a criar um inventário completo e eficaz dos seus ativos digitais.
1. Defina sua superfície de ataque
O primeiro passo para criar um inventário completo é compreender o que constitui sua superfície de ataque.
- Vá além do óbvio: Tradicionalmente, isso significava listar manualmente ativos externos, como faixas de IP, servidores VPN ou aplicativos web, muitas vezes registrados em planilhas.
- Identifique ativos críticos ocultos: É fundamental incluir ativos que frequentemente passam despercebidos ou são ignorados. Entre eles estão:
- Serviços de acesso remoto e bancos de dados voltados para o exterior.
- Contas de desenvolvedor em plataformas como Github ou Gitlab.
- Ambientes de staging (preparação) e QA (garantia de qualidade).
- Armazenamento em nuvem (buckets de armazenamento de blobs) exposto externamente.
- Softwares de aplicação mais específicos ou serviços de rede expostos à Internet.
Compreender a superfície de ataque fornece o escopo e o contexto para os testes de penetração e os esforços de gestão de vulnerabilidades.
2. Adote uma solução de descoberta e visibilidade contínuas
Um inventário de ativos não pode ser um documento estático. A migração de ambientes para a nuvem (multinuvem) e a natureza dinâmica dos ambientes modernos exigem visibilidade contínua.
- Combata os pontos cegos: O serviço profissional de Inventário de Ativos e Avaliação de Riscos tem como resultado esperado a redução de pontos cegos.
- Use plataformas convergentes: Soluções como o Security Command Center (SCC) Premium são fundamentais para o inventário contínuo de riscos. O Security Command Center Enterprise (SCCE) é a primeira solução que combina a segurança na nuvem com as operações de segurança empresarial. Ele usa um mecanismo de risco contínuo que cria um gêmeo digital de toda a sua estrutura multinuvem e revela ameaças desconhecidas, simulando a atuação de um atacante sofisticado.
3. Classifique os ativos críticos e priorize-os com base no risco
Ter uma lista de ativos não é suficiente; é necessário saber o que o atacante realmente procura. A inteligência cibernética deve orientar todas as ações, concentrando os esforços nas áreas mais críticas.
- Mecanismo de Risco Contínuo: O SCCE oferece uma visão priorizada de dados e eventos em todas as suas nuvens. Vai além das regras predefinidas, identificando dinamicamente combinações de riscos que podem expor recursos de alto valor.
- Identificação do caminho de ataque: O mecanismo de riscos do SCCE oferece uma compreensão detalhada de como um atacante sofisticado pode se movimentar lateralmente e comprometer recursos valiosos. Por exemplo, pode identificar quando uma combinação inadequada de um endereço IP público, uma vulnerabilidade explorada ativamente e uma conta de serviço com privilégios excessivos expõe dados confidenciais, como um conjunto de dados do BigQuery.
- Classificação de dados: A classificação de dados confidenciais (como PII, PHI, PCI) por meio de ferramentas de prevenção contra perda de dados (DLP) é um componente do pilar ‘Proteger’ que caminha junto com a identificação de ativos e ajuda na priorização.
4. Documente o contexto e a postura de segurança
O inventário deve ser rico em detalhes e contexto para acelerar a triagem e a resposta a incidentes.
- Detalhes técnicos e não técnicos: Ao coletar dados, obtenha informações sobre os sistemas (como sistema operacional, vinculação do programa e finalidade do sistema) e os cargos funcionais dos usuários que interagem regularmente com esse ativo.
- Mapeamento de logs e telemetria: Documente os tipos de dados coletados (e o volume em gigabytes/dia), assim como o pipeline de dados (baseado em agente, API etc.) e a configuração do analisador sintático do SIEM. Logs dispersos e não correlacionados dificultam a detecção proativa.
- Transferência de informações: A gestão do inventário deve considerar informações relevantes, como o impacto das decisões comerciais, as ameaças ativas ou as mudanças organizacionais em tempo real.
5. Implemente a validação contínua e a governança automatizada
Os ativos digitais estão em constante ‘desvio’ (drift) devido a mudanças no ambiente e a erros de configuração.
- Monitore os desvios: É essencial monitorar, detectar e emitir alertas continuamente sobre desvios (drift). O SCCE oferece gestão da postura, ajudando a garantir que as políticas de segurança (como os controles de acesso) sejam aplicadas de maneira consistente.
- Automatize a correção da postura: O Security Command Center pode detectar em tempo real qualquer desvio de política e permite que as equipes identifiquem problemas e também os solucionem por meio de fluxos de trabalho comuns. Por exemplo, se uma política da organização mudar de habilitada para desabilitada, o SCC detecta o desvio, permitindo uma ação rápida.
- Melhore continuamente: As ações de ativação da inteligência, incluindo a identificação de ativos e a priorização de vulnerabilidades, devem evoluir continuamente à medida que o cenário de ameaças muda e as necessidades do negócio evoluem.
Ao seguir esses passos, você transformará seu inventário de ativos de uma lista estática em uma ferramenta dinâmica de mitigação de riscos, fortalecendo sua postura de segurança.
Pronto para proteger o que você não consegue ver?
Seu inventário de ativos digitais não pode ser uma lista estática. A visibilidade contínua é a única maneira de superar o dilema do defensor e avançar rumo ao Zero Trust.
Nossa equipe é especializada em transformar o pilar ‘Identificar’ do NIST em uma estratégia dinâmica de defesa, usando a inteligência de riscos do Security Command Center Enterprise (SCCE) para mapear sua superfície de ataque multinuvem.
Não deixe que o Shadow IT e os desvios de acesso determinem sua postura de segurança.
